Se no passado
Maquiavel ensinou ao príncipe que era necessário dividir a população para ter a
sua tarefa facilitada, nos tempos modernos, com a população multiplicada
algumas dezenas de vezes e mais de 85% amontoada nas cidades, com uns mais
seduzidos que os outros com a propaganda e a ideologia consumista, lutando e
querendo chegar no topo para aparecer bem aos olhos (e interesses) do patrão,
sem respeitar nem se importar com aqueles ali do lado (o próximo), sejam
colegas de trabalho, de estudos, sejam vizinhos, sejam apenas moradores do
mesmo bairro, da mesma vila, da mesma rua, desnecessário se faz aos “modernos príncipes” pagarem aos “modernos maquiaveis” para terem a sua tarefa facilitada
e seus ganhos volumosos certos.
No dia a dia com
tantas picuinhas a fomentarem as discórdias, as rixas e as rivalidades ocas,
sem pés nem cabeças, entre iguais, basta a um “moderno príncipe” – seja ele
vereador, prefeito, deputado, ... comunicador ou empregador – dar um ínfimo regalito,
que pode ser só um aperto de mão, um tapinha nas costas, uma fotografia para propaganda
posterior, ... pronto, está feita a massagem no ego, está estabelecida a
euforia, o não mais caber em si. Está criada a divisão e a facilidade do
príncipe em manter tudo como dantes aos olhos de qualquer forasteiro, porém,
aos olhos dos escolhidos pelo príncipe estará tudo melhor. Aliás, estará tudo
muito melhor, tudo resolvido ou quase resolvido. Pelo menos até aparecer o
menino de Andersen e bradar “pai, o rei está pelado!”.