Quando
que, mundo afora, mais especialmente no Brasil, foi deposto algum governante
atuando em favor dos interesses das Castas Dominantes? Alguém que atendesse os
interesses do grande capital, ou seja, dos donos do grande e explorador poder
econômico?
Para
ficarmos apenas no Brasil:
1)
Em 1943, em meio à 2ª guerra, para a qual foi forçado a enviar cidadãos
brasileiros para muitos morrerem e outros para serem doutrinados, o Presidente
Getúlio Vargas promulgou a CLT. Dois anos depois, logo após o fim desta guerra,
ele foi deposto;
2)
Em 1954, o novamente Presidente, Getúlio Vargas, contra a vontade das oligarquias
que acorreram aos quartéis, de onde saiu um grupo de coronéis a pedir a deposição
do Ministro do Trabalho João Goulart, decretou um aumento de 100% para o
salário mínimo. Poucos meses depois foi deposto e acabou morto;
3)
Em 1963 o Presidente João Goulart decretou o 13º salário, alguns meses depois,
em 1º de abril de 1964 foi deposto;
4)
Em 1991 o Presidente Collor de Mello, acuado que foi pelos donos da Fiesp,
voltou-se ao Governador Leonel Brizola, que foi legalista e republicano como em
1961, e o apoiou. Collor então passou a investir em programas favoráveis aos “descamisados”,
como a escola de tempo integral ao estilo dos Ciep's e na geração de empregos.
Não demorou muito para aparecer um motivo factoide, entrevista de seu irmão, que
em poucos meses o levou à renúncia face à iminente cassação;
5)
Em 2011 o salário mínimo entrou na faixa dos 300 dólares, ultrapassando em
muito ao histórico pleito das classes trabalhadoras que o queriam no mínimo em
100 dólares. No 1º trimestre de 2014 o nível de desemprego alcançou os 5%,
abaixo do que o capitalismo fático terá sérias dificuldades de sobrevivência, e
as micros e pequenas empresas em mais de 70% estavam chegando pelo menos ao
segundo aniversário. A partir daí os políticos mandaletes dos donos do grande e
explorador poder econômico e do seu grande porta voz, obviamente, apoiados por
estes e com o generoso apoio de altos funcionários públicos, foram
freneticamente atrás de uma motivação, por ínfima que fosse, que pudesse dar
guarida à deposição, ora consumada, da Presidenta Dilma Rousseff.
São
muitas coincidências pendendo sempre para o mesmo estrato social para que
alguém que não esteja com seus reflexos condicionados possa acreditar na veracidade do que é divulgado pelos grandes
veículos de informação, que funcionam como legítimo porta voz dos seus
patrocinadores, os donos do grande e explorador poder econômico.