OXIGENEMOS AS MENTES DA DONA PREFA

Itapuã, distrito de Viamão, incluso o Parque Florestal, junto com os bairros do Extremo Sul de Porto Alegre constituem a Região Extremo Sul da Grande Porto Alegre.

A população de Itapuã, principalmente, do Parque Florestal, está mais ligada - comércio, bancos, serviços, trabalho - à Porto Alegre do que à Viamão.

Tanto o Extremo Sul de Porto Alegre, como Itapuã, tem características comuns, como p.ex., são áreas urbanas em meio à área rural. Só deste fato resultam inúmeros problemas comuns, como por exemplo, longa distância de recursos em geral e deficiência dos serviços públicos.

Por tal razão este blogue está direcionado aos problemas de toda população da Região Extremo Sul da Grande Porto Alegre. Como os idealizadores são moradores do Parque Florestal, fica também aberto aos reclames de todos os Viamonenses.

domingo, 30 de outubro de 2016

QUEM EDUCADA QUEM?


Nesta Obra datada de 1985 a Educadora Fanny Abramovich faz algumas observações muito interessantes a respeito da educação no Brasil daquele tempo, mas muito atuais. Diria que reler este livro, como fiz, frente à atual reforma do ensino que tem como protagonistas aparentes pessoas bem menos indicadas para quaisquer questões relacionadas à educação, além dos notórios interesses ideológico-econômicos que traz oculto, nos dá ainda a exata dimensão do grande objetivo da reforma do ensino perpetrada pela ditadura anterior em 1971. As reformas destas duas Ditaduras têm um claro propósito: ensinar menos, domesticar mais e impor com maior facilidade a ideologia da exploração. Aliando-se isto à deletéria programação da televisão temos exatamente o quadro de obscurantismo, de fanatismo e de ódio que presenciamos diariamente por toda parte.

Um dos capítulos desta Obra é muito instigante “Nome da escola: um atestado ideológico”.

A Especialista menciona nomes que as escolas costumavam receber até os anos de 1960 e que, segundo ela, traziam consigo significado e respeito, em contrapartida aos adotados a partir dos anos de 1970 após a reforma do ensino da ditadura anterior, quando seus nomes passaram a se caracterizar “pela absoluta infantilização”.

A Educadora faz referência ao “Colégio Meninópolis” - até 2º grau, com ênfase nos cursos de exatas e biomédicas, e questiona “Imagina um aluno, com 18 anos, respondendo ‘Eu, eu estudo no Meninópolis... ano que vem faço vestibular para física...’ pode??”

Disto ocorre-me que muitas atitudes absolutamente desumanas e equivocadas que verificamos em profissionais de nível superior, p.ex., podem não ter a sua origem nas faculdades, como se costuma supor, mas, sim, na introjeção infantilóide, sem compromisso, advinda dos tempos da pré-escola e do Iº e IIº graus.

A Pedagoga Fanny Abramovich conclui “Me parece que a questão não é de esperar um surto criativo, um desenfrear imaginativo ao se batizar uma escola... Mas, a de ter consciência de que na placa exposta na rua já há uma visão da criança e do adolescente explícitas. No nome da escola, ... está sendo dado junto com a certidão de nascimento a da FILOSOFIA EDUCACIONAL (grifo meu) que se prega e se segue naquele espaço... Afinal, nome de escola é também um atestado ideológico...”

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